Passeio micológico reúne mais de meia centena de participantes


O vice-presidente da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte, Júlio Meirinhos, juntou-se aos mais de meia de centena de participantes do Passeio Micológico, integrado na Semana Gastronómica Micológica da Terra Fria, que decorreu neste sábado em Espinhosela, Bragança.

O objectivo desta Semana é de despertar nos residentes a consciência do valor económico e no potencial turístico que os cogumelos podem representar para a região, criando hábitos de consumo na população, facultando-lhes informação para saberem que espécies podem colher, mostrar a possibilidade de realizar investimentos neste sector e as ajudas disponíveis. “Falar do potencial dos cogumelos é muito mais do que valar no valor económico directo que a sua comercialização representa, é falar de transformação e exportação, criação de postos de trabalho e de uma fileira muito importante ainda por explorar que é do turismo micológico”, apontou Júlio Meirinhos. A Corane- Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina, tem consciência deste valor endógeno e, prosseguindo aquela que é a sua missão, o desenvolvimento do território que representa, tudo tem feito para que os residentes atribuam o devido valor a este recurso. “Temos realizado diversos cursos de formação e daí já resultaram projectos para os quais conseguimos financiamento através do Proder e que estão já a ser implementados”, refere a coordenadora da Corane, Luísa Pires.

Nesta sexta-feira a Corane editou um Guia de bolso intitulado os 101 Cogumelos da Terra Fria, mais uma ferramenta de ajuda para o reconhecimento dos cogumelos. Promoveu também um Seminário Ibérico de Micologia, reunindo em conferência diversos especialistas na área que, mais uma vez, insistiram no valor económico deste recurso que cresce naturalmente nas serras e vales da região. “É pela sensibilização e pelo esclarecimento que vamos conseguir transformar as mentalidades”, apontou Anabela Martins, docente no IPB e uma das intervenientes no Seminário.

Juan António, outro dos oradores, insistiu na necessidade dos locais “valorizarem este recurso”, os restaurantes “perceberem a importância deste produto nas ementas”. “Aqui ao lado, em Zamora (Espanha), existe um restaurante que se especializou em cogumelos e vem meia Espanha aqui comer, as reservas têm de ser feitas com um mês de antecedência”, contou.

A adesão a esta Semana Micológica tem sido grande e Luísa Pires acredita que “pouco a pouco” as pessoas estão a reconhecer o potencial desta fileira “e as iniciativas privadas estão a surgir”, refere. A Corane vai continuar a insistir na sensibilização e na formação.